Diário

— março 2026

SIGNS FROM de PAOLI

Romeo de Paoli was born into a family of Italian builders in the recently inaugurated city of Belo Horizonte. He graduated in Engineering and also worked professionally as an architect, builder, visual artist and entrepreneur. He was one of the most important figures in the city’s civil construction industry in the first half of the 20th century. Among the thirteen projects approved by the city hall in the 1930s for hotel use in the central area, six were designed by his office. This article explores a brief moment in his career, a gap between the approval of three of these buildings, which still retain their original signs: Imperial Palace (1934), Piraquara (1935), and Claudio Manoel (1939). Often ignored even by heritage protection agencies, these graphic artifacts are part of Belo Horizonte’s typographic landscape. Recording and collecting data such as the building’s identity (image, name, address, original use, current use, location, architect’s name and date of construction), data on the nominative architectural typography, with photos, specifications on the typeface, composition and materials used, are premises of the investigation and tools for cataloging the Belo Horizonte’s graphic memory.


— outubro 2025

MORRO DO CHAPÉU

FOTOGRAFIA

— janeiro 2023

FUNCIONAL E OPERANTE

Em palestra durante o Fórum Econômico Mundial, em 2018, Trevor Paglen sugere que seja tarefa do artista vislumbrar o momento histórico em que está inserido. No caso de Paglen, isto significou dedicar sua prática artística à investigação das imagens “avulsas aos olhos humanos”, aquelas  “feitas por máquinas para máquinas”, denominadas pelo artista “imagens invisíveis”(PAGLEN, 2019). Produzidas por câmeras de segurança, inteligência artificial e satélites, são onipresentes, mas intangíveis. Ao influenciar e desafiar nossa cultura visual,  “estão nos observando ativamente, cutucando e incitando, guiando nossos movimentos, infligindo dor e induzindo prazer” (PAGLEN, 2016).

“Na síntese do crítico de arte Hal Foster, ‘Paglen mostra o sigilo em funcionamento’. Ele retrata suas estruturas ‘como abstrações que, contudo, nos indicam um sistema inteiro de capital, vigilância e controle’” (apud BEIGUELMAN, 2021). Por meio da tecnologia, Paglen desvela uma interpretação humana à visão computacional — métodos para processamento de informações contidas em imagens digitais que são interpretadas por um software. Esses procedimentos envolvem aprendizado de máquina e têm uma catalogação preliminar que os cientistas chamam de rotulação (BEIGUELMAN, 2021).

Em ‘Outra 33 Bienal‘, Bruno Moreschi propõe uma performance interativa que convida o público a coletar imagens da 33ª Bienal de Arte de São Paulo que serão submetidas a ferramentas de inteligência artificial. Como não são familiarizadas com obras de arte, produziram séries de soluções inusitadas a partir de objetos, situações ou espaços relacionados ao evento. Bruno as considera ampliações da leitura. Para Giselle Beiguelman, são desafios para pensarmos o futuro da memória.  

Em jogo, está a compreensão desta nova cultura visual e como ela está impregnada em nossas vidas. As imagens invisíveis e sua dinâmica na sociedade atual reverberam não somente nos trabalhos de Travor e Bruno, mas também nas pesquisas de outros artistas, como por exemplo, as “imagens operacionais” de Harun Farocki, em trabalhos como a série Eye/Machine. O conjunto de autorretratos de Irene Fenara em frente a câmeras de segurança, na série Self Portrait from Surveillance Camera. Ou estratégias de Daniel Mayrit para driblar artimanhas de um estado fascista em Authorised Images.

Referências  

PAGLEN, T. Invisible Images: Your Pictures Are Looking at You.
Architectural Design, v. 89, n. 1, pp. 22–27, 2019.  

PAGLEN, T. Invisible Images (Your Pictures Are Looking at You).
The New Inquiry, 2016.  

BEIGUELMAN, G. Políticas da imagem: Vigilância e resistência na dadosfera: 11.
1a edição ed. [s.l.] Ubu Editora, 2021.

A imagem _ O dia como prisioneiro (1971), de Antônio Dias.
Coleção: Jones e Paula Bergamin, Rio de Janeiro. Foto: Ding Musa


— março 2022

Centurion

Para marcar o lançamento do cartão Centurion no Brasil, Santander e American Express presentearam os clientes com a edição de Macunaíma da Ubu, com design de Elaine Ramos e ilustrações de Luiz Zerbini, também responsável, com João Sanchez, pelas gravuras que revestem os livros. Além de mim, a equipe de criação contou com Rubens Miguez, Betho Borges, Maíra Melo, Mariana Karassawa, Elaine Ramos e Márcia Signorini. As fotos são do Breno da Matta, com assistência de Igor Nucitelli. Por Suno Creators 🙂


— março 2022

O Oposto Complementar do Infinito

Projeto gráfico e diagramação do livro “O oposto complementar do infinito”, de Guilherme Cunha


— dezembro 2019

Lider 19-20

Amalgamar sabores. Quase-alquimia, quase-mágica. Vichy, julienne, demidov, marinada. Risca-fósforo e faz-se o feitiço no aprochego: azeite, cebola – espere um tico pra não queimar – alho e vai simbora na regência da orquestra sinestésica que sela, assa, frita ou só aquece. It’s a long way. Sacode, estende, assenta, alisa forro. Saracuteia a chama e pisca o pisca em meia luz pra celebrar o abraço que acabamos de dar. Pratos feitos, rangir dos talheres e taças em riste pro tilintar que ecoa riso solto e gratidão. Tim-tim: a Lider brinda a celebração de cada dia do novo ano. Venha feliz, dois mil e vinte.


— dezembro 2018

Nicolau Maggi

Sistema de Identidade Visual para Nicolau Maggi. Ilustrações de Paulo Marcelo Oz.


— outubro 2018

Valéria Cândido

“É verdade que no formigueiro os sonhos são obrigatórios?” A demanda já estava posta quando li essa frase graciosa folheando um livro do poeta-glutão Pablo Neruda em sua casa em Valparaíso. Inspiração que virou mote para a construção do sistema de identidade visual para Valéria Cândido e seus doces-delícia. Aposta certeira nos clássicos para festas e mesas de café. A elegância singela do bolo de bolo, do aroma da memória, do afeto polvilhado de levinho.


— setembro 2018

Levi’s

A Geração 501 chega ao Rio depois de muito xerocar, recortar, colar com durequinho vermelho, reposicionar, digitalizar, tratar e compor. Taí o resultado da labuta <3


— junho 2018

PASSAGEM

4108

23:17

4,05

tá trocado.

serra_caiçara. destino e origem. passa ligeiro

a essa hora. o bucólico dá lugar a visada soturna e tesa. aquela é inesgotável inspiração – essa é lampejo de excitação. aquela é fator de sobrevivência – essa é quase fenecer. aquela é permanência – essa é passagem.

os olhos se desprendem da função e o trânsito é iluminado por faróis multicor de outras máquinas. quase-cegueira – quase-cinema e [des]formas geométricas quando a visão é resgatada do umbral e vê-se em blocos fragmentos de reclames sem sentido.

o recorte não muda a direção, mas abre-se a evolução. hiato pertinente de uma produção inquieta e versátil, ávida por linguagens e histórias expressas em distintos suportes.

salto na próxima.

depois te conto da volta.

 

o que Exposição da artista Clara Valente
onde Restaurante do Ano, Belo Horizonte
quando 03/05/17 a 05/06/17